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Recife da arte, cultura e representatividade negra de Zumbi dos Palmares.

Recife da arte, cultura e representatividade negra. Zumbi dos Palmares.

Bem no centro do Recife, é visível uma estátua de pedra, que muita gente talvez nem saiba o que significa e o motivo da sua presença naquele local.

Segundo diversos historiadores, na praça Nossa Senhora do Carmo, localizada no bairro de Santo Antonio, a cabeça de Zumbi, símbolo da resistência negra, teria sido exposta após a sua execução, quando ocorreu a derrota do Quilombo dos Palmares, em 1694. E ali permaneceu até a sua inteira decomposição, para atemorizar os demais escravos que ousassem se rebelar contra os seus senhores. Funcionando, também, para quebrar a crença, comum entre os negros escravizados, da imortalidade de Zumbi.

Nesta mesma praça, se celebrou a Missa dos Quilombos em 20 de novembro de 1981, para um público de 8 mil pessoas, como um manifesto sobre as consequências da escravidão e do preconceito racial no Brasil.
Na década de 1990, os movimentos negros do Recife reivindicaram que lá fosse erguido um monumento a Zumbi, o que foi contemplado, provavelmente em 1995, com a colocação de um busto de um homem negro.

A atual escultura, representando Zumbi dos Palmares, criada pelo escultor Abelardo da Hora, em 2004, foi posta no lugar, substituindo a anterior, após uma reforma na praça para mudança de seu piso. E se mantém como um ícone da luta e resistência do povo afro-brasileiro pela liberdade, inclusão e igualdade de direitos.

Mas, afinal, quem foi Zumbi dos Palmares? Foi o último líder do maior quilombo do período colonial e do continente americano, o Quilombo dos Palmares, que existiu e resistiu por mais de 60 anos, chegando a abrigar número superior a 30 mil pessoas.
A sua memória evoca os tempos de outrora de um sentimento de dor e sofrimento do povo negro escravizado. Por isso, a importância de seu simbolismo de luta e de, como sociedade, darmos visibilidade e apoio à promoção de um resgate histórico e de justiça social para os negros de Pernambuco e do Brasil.

A data da morte de Zumbi dos Palmares, 20 de novembro de 1695, é hoje definida como a data da consciência negra, marca da lembrança de um povo oprimido e discriminado.

Apesar disso, a praça do Carmo, como é conhecida, em frente a Igreja de Nossa Senhora do Carmo, uma igreja carmelita de belo estilo barroco, tem muito mais a ofertar aos locais e aos visitantes que vem de fora. Servindo de palco para diversos eventos, sejam eles religiosos ou de manifestações políticas e culturais. E, ainda, como um dos principais pontos de convergência de pessoas que transitam pelo centro da Recife. Além de oferecer espaço para um vibrante comércio de lojas estabelecidas e de ambulantes que se misturam e se confundem com o movimento das pessoas e as cores do cotidiano da cidade. Igreja da Nossa Senhora do Carmo

Da próxima vez que passar pelo local, aprecie mais essa  obra do saudoso e eterno Aberlado da Hora e relembre-se e reverencie à luta de um grande símbolo do povo nordestino e brasileiro.

2 respostas

  1. Em 1695 o local era ocupado pelas águas do Capibaribe, a Camboa do Carmo; a cabeça do Zumbi foi exposta no Largo do Corpo Santo, no atual Bairro do Recife! Como assinala a carta do Governador da Época! No mesmo local, em 1709, foi erguido o Pelourinho da Vila do Recife.

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