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Hotel Central: o primeiro arranha-céu do Nordeste.

Continuamos com o nosso tour histórico pelo centro. Depois do Grande Hotel Thomaz de Aquino, agora vamos contar a história do Hotel Central, que como o nome já diz, fica em uma das áreas mais centrais da capital pernambucana.

Mas você sabe como essa história começou?

A ideia inicial  era a construção de um edifício de apartamentos para aluguel.  Porém, convencido por amigos e comerciantes da Praça Maciel Pinheiro, o empresário greco-suiço  Constantin Aristide Sfezzo decidiu construir um hotel de luxo para atender aos recifenses e aos viajantes de fora da cidade.

No local escolhido, esquina das ruas Manoel Borba e Gervásio Pires, existia uma caixa d’água da antiga Companhia do Beberibe, que era usada para abastecimento dos bairros centrais da cidade. Segundo a Fundarpe, o reservatório ainda existe no subsolo do atual edifício.

Para a época, a ideia de se construir um arranha-céu no Recife com uso de concreto armado era inovadora. O Projeto foi assinado pelo arquiteto italiano Giácomo Palumbo, também responsável por outros grande edifícios construídos na década de 20, como: a Faculdade de Medicina, o Hospital do Centenário e o Palácio da Justiça, além de várias mansões da alta sociedade pernambucana.

Assim, em 1928 foi inaugurado o Hotel Central do Recife, o primeiro arranha-céu do Recife e da região  Nordeste. O edifício tinha quase 36 metros, com 06 apartamentos exclusivos, 80 quartos, bar, restaurante, barbearia, perfumaria, salão de beleza e um terraço na cobertura, com vista privilegiada. Sendo inclusive, um dos primeiros hotéis oferecer  água encanada e  central telefônica que atendia todos os quartos. Contava, ainda, com um elevador de manivela, que pode ser acionado ainda nos dias de hoje.

O empresário Sfezzo não mediu esforços. Tanto na contratação da equipe quanto na escolha dos móveis, dos materiais de acabamentos e dos ornamentos muito refinados.

Hospedaram-se nele personalidades famosas e de destaque político, como a “pequena notável” Carmem Miranda, o diretor e escritor Orson Welles e o presidente Getúlio Vargas. Também foi  palco para famosas noites de réveillon com queimas de fogos na  cobertura, além de grandes eventos da elite pernambucana.

Atualmente, com 94 anos de vida, o prédio de cor salmão se destaca  na paisagem da Boa Vista. É administrado pela chef Rosa Maria Nascimento, que está no comando do restaurante Tempero de Rosa,  e encara também, a árdua tarefa de manter todo o complexo em atividade.

O edifício é tombado pelo governo de Pernambuco desde 2018 pelo seu inestimável valor histórico.

Gostou de saber? Fique ligado em nosso blog e conheça um pouco mais das belezas e histórias do nosso centro.

    Hotel Central
    FECHADO
    Serviços
    Av. Manoel Borba, 209 - Boa Vista, Recife - PE, Brasil
    Segunda - Sexta: :-:h
    Sábados: :-:h
    Domingos: :-:h

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Segunda - Sexta: 09:00-17:30h
Sábados: 09:00-15:00h

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